
Análise · 01 de maio de 2026
Bolsa de Valores apela à diáspora para investir em Cabo Verde
A BVC apresentou aos emigrantes as oportunidades de investimento via mercado de capitais, incluindo benefícios fiscais. Um sinal de que os canais formais para capital externo ganham relevância.
A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) e a BTOC Consulting organizaram um webinar em abril dirigido especificamente aos cabo-verdianos que vivem no estrangeiro, focando nas vantagens fiscais disponíveis para emigrantes e nas formas de investir através do mercado de capitais local.
O evento reflete uma estratégia deliberada de aproximar a diáspora aos instrumentos de investimento formais do país. Até agora, grande parte do capital que saía e regressava a Cabo Verde fazia-se por canais informais — transferências diretas, remessas familiares e investimentos privados diretos. Abrir a porta do mercado de capitais representa um passo para estruturar estes fluxos e, simultaneamente, criar uma fonte de financiamento mais estável para empresas locais.
Os benefícios fiscais mencionados sugerem que há incentivos fiscais específicos pensados para atrair investimento da diáspora através de títulos, ações ou fundos. Esta abordagem não é nova noutros países africanos, mas em Cabo Verde é um sinal de que a BVC quer ganhar relevância como intermediária entre o capital exterior e as oportunidades domésticas.
Porque importa para Cabo Verde
A economia de Cabo Verde depende significativamente de remessas da diáspora, estimadas em centenas de milhões de dólares anuais. Canalizar parte deste capital para o mercado de capitais poderia diversificar as fontes de financiamento para empresas locais e reduzir a pressão sobre a balança de pagamentos. Além disso, formalizar investimentos via BVC cria registos, aumenta a transparência e pode atrair novos investidores institucionais, internacionais e locais.
Fonte: Bolsa de Valores de Cabo Verde — https://bvc.cv/
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